
Olá a todos!
Hoje estava dando uma passeada pelo Youtube (adoro essa rede social), e me deparei com o escritor Bartolomeu Campos de Queirós, lendo o “Manifesto por um Brasil literário”, e falando sobre a importância da literatura.
Achei muito impressionante todas as palavras que ele disse sobre esse tópico. Leia um trecho:
“A fantasia é o que existe de mais importante na construção do mundo, se existe o novo é porque ele foi fantasiado anteriormente. Então nós devemos a fantasia todo o desenvolvimento do mundo, então a educação não pode estar somente em informar o que já foi feito, a educação também tem que abrir uma porta para que o sujeito possa fantasiar o futuro e dar corpo a essa fantasia”
Por tanto, procurei conhecer melhor sobre esse escritor e suas obras, e descobri que ele foi o autor do “Manifesto por um Brasil literário“, publicou 40 livros (alguns deles traduzidos para inglês, espanhol e dinamarquês), formou-se em educação e artes e foi um humanista. Nasceu em 1944 e faleceu em 2012.
Algumas de suas obras: “Vermelho Amargo” ; “Por parte de Pai”; “De Não em Não”; “Coração não toma Sol”; “Para ler em silêncio”.
Há também um documentário “A palavra conta“, no canal do “Movimento por um Brasil Literário”.
Achei muito bom conhecer essa iniciativa!
Bem, vamos a indicação do tal aplicativo. É uma comunidade de leitores, que se chama “Livros Amino para Leitores“, lá há leituras conjuntas, maratonas, e chats públicos onde você pode conversar sobre determinado tema.
Gostei por estar conhecendo vários livros pelas postagens que as pessoas fazem, e podendo postar minhas leituras atuais, além do fator social (afinal, quem disse que ler deve ser obrigatoriamente uma atividade solitária?).
Acho até que por conta dessa percepção – ler é solitário, então é chato – e por conta de não conhecer pessoas que leem livros por diversão, alguns “não leitores” nunca deram uma chance para as obras literárias.
E por que eu senti vontade de falar sobre tais assuntos? Você pode me perguntar isso.
Bem, é simples, eu vi uma matéria que me deixou bem assustada na UOL: No Brasil, apenas 8% têm plenas condições de compreender e se expressar.
Leia esse trecho:
Há cinco níveis de alfabetismo funcional, segundo o relatório “Alfabetismo e o Mundo do Trabalho”: analfabeto (4%), rudimentar (23%), elementar (42%), intermediário (23%) e proficiente (8%).
Ou seja, somente 8% da população Brasileira (8 a cada 100 pessoas) é considerada proficiente e plenamente capaz de se expressar por meio de letras e números.
Esse estudo foi conduzido pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro) e pela ONG Ação Educativa.
Isso é bem perigoso, na minha opinião, pois não ser plenamente capaz de compreender um texto nos traz a possibilidade de sermos enganados com facilidade.
Para a professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Ana Lúcia Guedes-Pinto, essa defasagem reflete as desigualdades socioeconômicas históricas no país e aponta para a necessidade de mais investimento na educação básica.
Um dia, espero, que possamos chegar mais próximo dos 100% de proficientes.
Por hoje é só, tenho a impressão que escrevi demais (risos).
Até mais!








